Como declarar o imposto de renda 2014 pela internet

receita federal imposto de renda 2014A possibilidade de fazer a declaração do imposto de renda de forma virtual facilitou a vida de muitos contribuintes que possuem a obrigação legal de declarar os rendimentos do último ano. Este ano, a Receita Federal espera que pelo menos 27 milhões de brasileiros acessem o site para fazer a declaração, e mais um milhão de novos contribuintes entreguem seus documentos pela primeira vez.

O prazo para fazer a declaração do exercício de 2013 será de 6 de março até 30 de abril. Durante este período, os contribuintes devem acertar as contas com o Leão e preencher adequadamente a declaração, pois qualquer inconsistência de dados acarretará na inclusão do trabalhador na famosa Malha Fina da Receita Federal.

Quem está na dúvida se precisa ou não declarar imposto de renda em 2014, deve calcular os rendimentos do ano e verificar se está incluso nas exigências legais da Receita Federal. Em 2014, o Fisco estará recebendo as declarações dos trabalhadores que chegaram até a quantia mínima de R$ 25.661,70 de renda tributável durante o ano de 2013. Os contribuintes que receberam mais de R$ 40 mil em rendas isentas, como pensões, doações ou outras formas de capital, devem declarar esses rendimentos também. Além disso, outras exigências que envolvem valor de propriedades (mínimo R$ 300 mil) ações na bolsa de valores e regras para o meio rural, pegam os contribuintes em diversas situações.

Os contribuintes que estão nos requisitos do Leão podem fazer a declaração pelo site oficial da Receita Federal sem dificuldades. O processo exige o download de dois programas que serão utilizados, o primeiro para preencher os formulários e o segundo, o Receitanet, que serve para enviar o documento para o Fisco.

Quem já possui declarações de outros anos pode importar os dados e apenas atualizá-los conforme as novidades de 2013. As pessoas que estão fazendo a declaração pela primeira vez devem gerar um novo formulário no programa, e assim preencher conforme os dados necessários para cada caso. Número de propriedades, dependentes, benefícios recebidos, renda anual e todos os outros dados que são pedidos precisam ser corretamente preenchidos. Além disso, é importante também colocar os dados bancários para futuras restituições, caso haja esse direito e pagamentos em caso de ainda haver dívidas com o Leão.

Tablets e Smartphones

A partir de 6 de março, os contribuintes mais modernos também terão outra vantagem na hora de declarar o IR: a possibilidade de preencher esse documento pelo tablet ou smartphone, forma de envio que teve inicio em 2013. Além de proporcionar o preenchimento em qualquer local, os dispositivos móveis também facilitam o processo e garantem conforto aos usuários que optarem por esta forma de envio.

No entanto, há algumas restrições para os contribuintes que pretendem usar esses aparelhos. Como os cidadãos que receberam renda de países estrangeiros, indenizações judiciais ou fizeram doações. Ainda os profissionais liberais que recolhem o carnê leão e preenchem o livro caixa e os profissionais do meio rural também estão de fora dessa modernidade.

Mesmo assim, o sistema para os dispositivos móveis ainda engloba boa parte dos contribuintes. Este ano, o aplicativo da Receita Federal, o m-IRPF, ainda recebeu melhorias e novas funcionalidades para facilitar ainda mais o processo.

Quem optar por esse meio de envio da declaração poderá baixar o aplicativo nas lojas da Apple Store e na Central de aplicativos para o sistema Android. Além disso, é possível ainda sincronizar os dados e deixar salvo dentro do aplicativo, se decidir terminar o preenchimento em outro momento.

Não tenha problemas com o Leão

Para declarar o imposto de renda em 2014 sem estresse é importante não deixar para a última hora e começar a organizar os documentos necessários com antecedência. A facilidade de fazer a declaração pela internet ou por dispositivos móveis é um grande benefício, mas é preciso que o contribuinte não deixe a obrigação para mais tarde, pois se a declaração for entregue rapidamente, o cidadão também terá preferência na hora de receber as restituições.

Os documentos necessários para declarar são referentes aos dados essenciais no preenchimento, como RG, CPF e dados bancários para restituições e pagamentos. Quem tiver a declaração do último ano deve tirar uma cópia ou importar os dados, pois os documentos anteriores podem facilitar o processo, principalmente se houver poucas mudanças de um ano para outro. Além disso, os informes de rendimentos essenciais para o preenchimento consistem em documentos bancários, de instituições financeiras e de gestoras e corretoras, documentos que deveriam ser fornecidos ao contribuinte até o último dia útil do mês de fevereiro.

Outros documentos para declarar podem variar de acordo com a situação do contribuinte. Como recibos e notas fiscais de saúde e educação, além de comprovantes de aluguel, compra e venda de ações, contribuições previdenciárias e outros documentos que se encaixem nos gastos e benefícios que o contribuinte teve durante o ano de 2013.

Os cálculos de imposto de renda podem ser feitos de forma particular pelo próprio contribuinte. No entanto, nem todos os cidadãos possuem confiança na hora de realizar essa tarefa, pois é preciso descontar as deduções e verificar a alíquota para a base do cálculo. Quem não tiver certeza se conseguirá fazer tudo corretamente sem ajuda, deve procurar o auxilio de um contador para essa tarefa, para ter a garantia de que mais tarde não haverá problemas com o Leão por cálculos errados e números que não fecham com os comprovantes.

Quem não está obrigado por lei a fazer a declaração também pode sair beneficiado com a iniciativa de acertas as contas com o Fisco mesmo sem a exigência legal. Há centenas de casos de contribuintes que possuem direito a restituições, mas por não atingirem os números mínimos necessários que a lei obriga, acabam decidindo não fazer a declaração.

Porém, declarar o IR mesmo sem ser obrigado é vantajoso para quem tem restituições á receber. Por isso, é importante que o contribuinte se informe se há possíveis restituições, para fazer a declaração mesmo sem necessidade. Se houver dinheiro para receber de volta do Leão e o documento não for entregue no período estipulado, o contribuinte sairá prejudicado com a perda deste direito. 

Saiba como declarar imposto de renda

Uma das obrigações de muitos contribuintes brasileiros, o imposto de renda para pessoa física (IRPF), é uma declaração de bens e rendimentos anuais que verifica o valor dos tributos que deve ser pago ao governo pelo cidadão, bem como as restituições, se o contribuinte tiver direito. Este valor não é o mesmo para todo mundo, pois varia de acordo com os rendimentos do cidadão no período de um ano.

Em 2014, o imposto deverá ser declarado no prazo de 6 de março a 30 de abril. Quem não entregar a declaração dentro do prazo está sujeito a pagar multa no valor mínimo de R$ 165,74 e, em alguns casos, a multa pela não-declaração pode chegar até a 20% do imposto cobrado. No entanto, a Receita Federal possui diversos mecanismos para facilitar a vida do contribuinte e, por isso, declarar imposto de renda pode ser menos complicado do que parece..

A declaração poderá ser preenchida e enviada de forma online, através dos programas e formulários disponíveis no site oficial da Receita Federal. Além disso, o órgão também permite que o processo seja feito até por smartphones ou tablets, através dos aplicativos que aparecem descritos no site da Receita.

Com tantas facilidades, o cidadão pode se organizar e aproveitar as ferramentas online para declarar o imposto sem dificuldades. Além disso, a forma de declaração por disquete nas agências da Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil, que acontecia até o ano passado, não será mais possível este ano. Em 2014, os contribuintes devem utilizar as ferramentas do site para fazer a declaração de forma virtual.

Para declarar pela internet, é preciso fazer o download de alguns programas disponíveis no site. O primeiro é para fazer a declaração e o segundo para enviá-la. No programa para preencher, é possível criar uma nova declaração ou importar os dados de uma antiga, para que o processo seja facilitado.

O programa é bem completo e deve ser preenchido em todos os dados. Quem possui dependentes deve preencher os dados sobre eles e quem paga pensão alimentícia deve escrever os detalhes na aba “Alimentandos”. Outros casos, como quem tem dependentes que trabalham ou pessoas que recebem dinheiro do exterior também devem preencher os dados referentes a isso.

Este ano, o programa de declaração de imposto está ainda mais completo, o que facilita todo o processo e não deixa muitas margens para dúvidas durante o preenchimento. Além disso, uma das últimas etapas que programa oferece é as informações de valores a pagar ou a receber de restituição de imposto, para que o contribuinte fique tranquilo quanto as obrigações e direitos referentes à Receita Federal.

Tipos de declarações

Não são apenas os cidadãos comuns que devem declarar imposto de renda. Para que todos os casos sejam atendidos, a Receita Federal possui três tipos de declarações, que buscam abranger os casos de falecidos que deixaram bens materiais e contribuintes que estão deixando o país.

Por isso, é importante ficar atento às exigências da Receita Federal para fazer a declaração em todos os casos que forem necessários. Pessoas que perderam familiares e têm direito aos bens também devem fazer a declaração do falecido, além de cidadãos que precisam deixar claro ao governo que não serão mais residentes do país. Confira os três tipos de declarações de imposto de renda e os detalhes de cada uma delas:

Declaração de Ajuste Anual: A declaração mais comum para os contribuintes é a Declaração de Ajuste Anual, obrigatória para todos que se encaixem nos requisitos anuais da Receita Federal. Quais pessoas precisam declarar imposto de renda é uma regra divulgada pelo órgão no início de cada ano, geralmente durante o mês de fevereiro.

Essa regra é baseada em quantias referentes aos rendimentos do ano anterior, isentos ou tributáveis. Em 2014, pessoas que receberam uma renda tributável superior a R$ 25,661,40 ou uma renda isenta superior a R$ 40,000 são obrigados por lei a fazer a declaração desses rendimentos anuais.

Declaração Final de Espólio: Esta declaração é obrigatória no caso de pessoas que faleceram e deixaram bens de herança para familiares ou através de testamento. A declaração deve ser feita de forma completa, informando todos os bens do falecido e como ficou a partilha de imóveis ou outros bens para os familiares mais próximos.

Essa declaração de ente falecido ocorre em três processos. O primeiro é o inicial, no ano em que o contribuinte faleceu e deve constar os bens que estão no nome do cidadão. Nos anos seguintes, é preciso fazer uma declaração intermediária, até que o processo de partilha de bens seja concluído. Após a divisão da herança, é preciso fazer uma declaração final, em que consta quando a decisão judicial foi tomada e todos os detalhes de transação de bens para quem tem direito.

Declaração de Saída Definitiva do País: Através do objetivo de garantir que o cidadão não seja considerado residente do Brasil, a Declaração de Saída Definitiva do País deve ser feita pelos contribuintes que passarem pelo menos um ano no exterior. Apesar do “definitivo” no nome da declaração, este documento não implica em perda de direitos ou nacionalidade brasileira, é apenas uma forma da Receita Federal não cobrar impostos de brasileiros que estejam foram do país.

No entanto, essa declaração só pode ser feita por contribuintes que estejam em situações regulares com a Receita Federal. Os bens e renda do ano que antecede a viagem para fora do país devem ser declarados normalmente, para que o cidadão fique em uma situação propicia para emitir a declaração de saída.

Requisitos para declarar

Além dos valores mínimos de rendimentos isentos e tributáveis que são os requisitos obrigatórios para a declaração, outras regras também definem quem precisa declarar e quem pode pular esse processo. Uma delas é no caso de pessoas que receberam algum direito, bem ou quantia no ano anterior, seja por herança ou por outros motivos.

Além disso, quem possui terras, mesmo que sejam propriedades sem construções, deve declarar se o valor for igual ou superior a R$ 300 mil. Lembrando que essas regras valem para as alterações ocorridas no último ano, ou seja, ganho de bens ou qualquer outro benefício financeiro que tenha acontecido em 2013.

Tabela do imposto de renda 2014: entenda os cálculos

O prazo para fazer a declaração do imposto de renda vai até o dia 30 de abril e muitos contribuintes já estão preocupados com os cálculos, os valores que devem ser declarados e os respectivos comprovantes. Com os reajustes de valores mínimos e as regras do Leão para declarar o imposto de renda da pessoa física (IRPF) este ano, pelo menos 27 milhões de brasileiros estão obrigados por lei a entregar suas declarações dentro do prazo. Entre esse número de contribuintes, aproximadamente um milhão de pessoas devem preencher o documento pela primeira vez, segundo a expectativa da Receita Federal.

O imposto de renda pode ser entendido com uma forma rigorosa de controlar se os contribuintes estão em dia com os impostos ou devendo algo aos cofres públicos, além de identificar os trabalhadores que possuem direito a restituições. Dessa forma, cada contribuinte pode acertar as contas com o Leão e receber algum valor de volta, caso tenha pagado a mais para os cofres públicos.

Há quem prefira contratar um profissional, como um contador, para fazer os cálculos referentes aos rendimentos anuais e o valor a ser cobrado de impostos. No entanto, é possível que o contribuinte realize essa tarefa sozinho, pois os cálculos são simples e exigem apenas que os trabalhadores tenham os comprovantes em mãos e saibam as respectivas deduções para o seu caso específico, além de precisar da tabela atualizada do ano em questão.

Deduções e Alíquotas

Para entender melhor o cálculo, primeiramente é preciso compreender as expressões que aparecem quando o assunto é imposto de renda. Considerar as deduções na hora do cálculo significa que há benefícios que devem ser subtraídos da conta. Esses benefícios correspondem a valores que diminuem a base de cálculo e garantem a redução do preço a pagar de impostos.

Entre esses benefícios, o cidadão pode contar com despesas de educação, saúde e número de dependentes, entre outras deduções para cada caso. Quem possuir dependentes, como filhos, enteados e conjugue, poderá reduzir da conta em R$ 179,71 por pessoa. No entanto, esses dependentes não podem ser declarantes de IR.

As alíquotas correspondem a uma porcentagem que será multiplicada na conta, de acordo com o cálculo base. Após reduzir os benefícios citados a cima e o desconto do INSS (que é 11% do salário), a quantia que sobrar servirá como base para calcular o imposto. A alíquota pode multiplicar o valor entre 7,5 e 27,5, dependendo da quantia que sobrar para o cálculo.

De acordo com a tabela, o contribuinte pode se guiar e verificar facilmente o valor de imposto mensal. Após identificar a base do cálculo e multiplicar o valor pela alíquota, o próximo passo é dividir o resultado por 100 e subtrair pela parcela de dedução que indica na tabela. O resultado dessa subtração será o valor a contribuir mensalmente com os impostos referentes á renda tributável. Veja a tabela abaixo:

Tabela IRPF 2014, ano-calendário 2013:

Base do cálculo

Alíquota

Parcela de dedução

De R$ 1.710,79 até R$ 2.563,91

7,5%

R$ 128,31

De R$ 2.563,92 até R$ 3.418,59

15%

R$ 320,60

De R$ 3.418,60 até R$ 4.271,59

22,5 %

R$ 577,00

Acima de R$ 4.271,59

27,5 %

R$ 790,58

Com os reajustes para o cálculo em 2014 do exercício do ano-calendário 2013, a tabela foi constituída como mostra acima. Se, com todas as deduções, os valores para a base de cálculo forem inferiores a quantia de R$ 1.710,79, o contribuinte está isento de pagar os impostos de renda mensalmente.

Como indica a tabela, o valor da alíquota aumenta dependendo da faixa do cálculo base, o que permite que pessoas com menos gastos contribuam mais e cidadãos com gastos maiores tenham seus impostos reduzidos. Para ficar mais claro, é possível imaginar um contribuinte que, após todas as deduções, ficou com o valor de R$ 4.000,00 para calcular o imposto. Esse valor será multiplicado por 22,5 e dividido por 100, o que resultará na quantia de R$ 900,00. Deste resultado, o valor que deve ser subtraído é de R$ 577,00, o que resulta na quantia de R$ 323,00 para pagar mensalmente ao Leão.

No entanto, se após as deduções o contribuinte tiver R$ 2.000,00 para a base do cálculo, esse valor multiplicado por 7,5 e dividido por 100, o que resultará em R$ 150,00 e, ao subtrair pela parcela de R$ 128,31, como indica a tabela, o contribuinte chegará ao valor de R$ 21,69 para pagar de impostos mensais. Desta forma, as pessoas que possuem mais gastos básicos e dependentes, que acabam gerando despesas altas, são beneficiadas com valores reduzidos na hora de contribuir com os cofres públicos.

Tabela para 2015, ano-calendário 2014:

A cada ano, a Receita Federal trabalha com pequenos reajustes nas bases de cálculos e parcelas de deduções para calcular o valor do imposto. A alíquota dificilmente é mexida de um ano para o outro, mas os outros valores sempre recebem um ajuste correspondente ao ano em questão.

Desta forma, a base mínima de cálculo tende a aumentar e as parcelas de deduções também sofrem pequenos aumentos. Pelos reajustes serem pequenos, o contribuinte sente pouca diferença na hora de calcular os valores de um ano para o outro. No entanto, a tendência é que os contribuintes com maiores gastos tenham cada vez mais reduções de seus impostos, para que este dinheiro não cause prejuízos no custo de vida desses cidadãos.

A tabela abaixo indica os reajustes para o ano de 2014. Os valores da tabela correspondem ás orientações de cálculo para quem for declarar a renda em 2015, exercício ano-calendário 2014. Compare a diferença das tabelas e aproveite para fazer os cálculos com a tabela do próximo ano, para ter uma ideia dos valores de impostos que serão identificados na hora de calcular a renda em 2015. No entanto, até o próximo ano, os contribuintes podem ter alterações na renda e outros dados, como valores de bens e outros ajustes financeiros, o que impede que um cálculo agora chegue ao valor correto.

Base do cálculo

Alíquota

Parcela de dedução

R$ 1787,78 a R$ 2.679,29

7,5%

R$ 134,08

R$ 2.679,30 a R$ 3.572,43

15%

R$ 335,03

R$ 3.572.44 a R$ 4.463,81

22,5 %

R$ 602,93

Acima de R$ 4.463,41

27,5 %

R$ 826,15

Quem deve declarar imposto de renda em 2014

Uma das obrigações dos contribuintes para com o governo, o IRPF, Imposto de Renda da Pessoa Física, deverá ser declarado por aproximadamente 27 milhões de brasileiros em 2014. Esse número corresponde às previsões da Receita Federal, que já definiu as regras que implicam em quem precisa ou não precisa declarar os rendimentos correspondentes ao ano anterior.

imposto de renda 2014

Em 2014, todos os contribuintes que receberam rendas tributáveis, como aluguéis ou salários, no valor mínimo ou superior a R$ 25,661,70, devem entregar a declaração para a Receita Federal. Este valor corresponde a soma de todos os ganhos do ano de 2013, excluindo rendimentos isentos, como pensões e indenizações.

Quem recebe renda isenta precisa declarar o imposto se o valor ultrapassar a quantia de R$ 40 mil. Lembrando que todos os valores que não se encaixam como salários ou dinheiro recebido por vendas são rendas isentas, como capital recebido por algum auxílio do governo ou doações de terceiros. Apesar da isenção de impostos, esses valores também precisam estar detalhados no documento do IRPF.

Além disso, o IRPF também atinge qualquer pessoa que se desfez de algum bem material, como um imóvel ou um carro, em qualquer período de 2013. O dinheiro recebido pela venda da propriedade, carro ou outro bem, também é um dos requisitos obrigatórios que exige a declaração, pois esses valores estão sujeitos a tributações.

Os cidadãos que realizaram compra ou venda de ações na bolsa de valores também se encaixam nas regras para declarar o IR em 2014, com todos os detalhes dessas transações. Além disso, os contribuintes do meio rural também precisam declarar os rendimentos, desde que o ganho bruto ultrapasse a quantia de R$ 128,308,50.

Quem possui propriedades registradas no nome precisa declarar esses bens se o valor ultrapassar R$ 300 mil. Mesmo que o cidadão não possua mais a propriedade no momento, é preciso declarar se o imóvel estava no nome da pessoa até a data de 31 de dezembro de 2013. Essa regra é válida para qualquer tipo de propriedade, inclusive terrenos sem construções e que não estão sendo utilizados no momento.

Os estrangeiros que passaram a morar no Brasil no ano passado também precisam declarar o imposto, desde que se encontrem na situação de residentes do Brasil até a data de 31 de dezembro de 2013. Por estar gerando renda no país, a declaração do IR torna-se obrigatória também nesses casos.

Qualquer pessoa que se encaixe em qualquer uma das situações de obrigatoriedade do imposto de renda deve fazer o documento de declaração e entregar para a Receita Federal. Este documento pode ser feito através do site oficial da Receita Federal ou pelos aplicativos para dispositivos móveis. O formulário de preenchimento e o envio ocorre após o download de dois programas que estão disponíveis no site e, o detalhamento do documento a ser preenchido facilita muito o processo, pois não dá margem para muitas dúvidas durante o preenchimento.

Cuidado com os prazos

É muito importante que o contribuinte respeite os prazos estabelecidos pela Receita Federal e entregue a declaração durante o período. Em 2014, os cidadãos que se encaixam nas regras da Receita Federal deverão entregar o documento entre 6 de março e 30 de abril. São quase dois meses para se organizar, fazer os cálculos, preencher o formulário e entregar pelo site do órgão. Apesar do Carnaval que ocorre nos últimos dias antes do início do prazo, o contribuinte terá bastante tempo para cumprir com as obrigações tributárias.

Além disso, as consequências de não entregar o documento dentro do prazo podem ser indesejadas e causar arrependimento nos contribuintes atrasados. Quando acabar o tempo proposto, os cidadãos que deveriam ter feito a declaração e não fizeram estarão sujeitos a arcar com uma multa mínima de R$ 165,00. E não é só isso, pois as penalidades podem variar de acordo com a situação do contribuinte e, nos piores casos, a multa pode se equivaler a 20% do imposto.

Por isso, é essencial que os contribuintes estejam atentos às obrigações legais e se organizem para não se esquecer de fazer a declaração dentro do prazo estabelecido. Para quem está declarando o IR pela primeira vez, o processo não é complicado e exige apenas um preenchimento zerado, enquanto os contribuintes de longa data podem importar os dados de declarações anteriores e fazer as devidas alterações com relação ao que mudou no último ano.

Vantagens de declarar sem ser obrigado

Mesmo aqueles que não são obrigados por lei à declarar o imposto de renda podem se beneficiar com a entrega do documento. Esses são os casos de pessoas que não receberam o valor mínimo de rendimento tributável no ano de 2013 mas, por algum motivo, possuem direito à restituições.

São diversos casos de pessoas que tiveram imposto de renda retido na fonte e podem ter direito a essas restituições. Um deles é quando o cidadão trabalha por um curto período em uma empresa com retenção na fonte, mas, ao final do ano, o valor mínimo para declarar não foi obtido. Valores recebidos devido à rescisão trabalhista ou quantias mais altas que foram recebidas por causa de férias, pode ter algum valor para receber como restituição.

É muito comum que os contribuintes enxerguem a entrega da declaração do IR como uma obrigação incomoda e, por isso, quando não é necessário declarar, muitos cidadãos preferem ficar de fora deste compromisso. No entanto, quando há valores para serem restituídos em jogo, o contribuinte precisa fazer a declaração ou irá perder o direito. Por isso, é importante que os trabalhadores que não precisem por lei declarar fiquem atentos as possibilidades de receber restituições e entreguem o documento mesmo que não haja obrigatoriedade.

Diferente do que muitas pessoas pensam, entregar o documento de declaração de renda também pode ser vantajoso ao contribuinte. Por isso, é necessário ficar atento aos prazos e preencher o documento com cuidado. Acertar as contas com o Leão e garantir valores a serem restituídos colocam o contribuinte em uma situação regular com as obrigações legais, além de proporcionar mais tranquilidade.

O que é comprovante de renda?

Essencial para fazer a declaração do imposto de renda e para qualquer outra atividade que envolva altos valores, o comprovante de renda é um documento fornecido pelas fontes pagadoras aos trabalhadores. Para declarar o imposto de renda em 2014, ano-calendário 2013, os funcionários que possuem carteira assinada devem ter recebido esse documento até o dia 28 de fevereiro, prazo limite que as empresas tinham para entregar a comprovação.

Esse comprovante serve principalmente para verificar se as informações da declaração estão de acordo com os dados emitidos pelas instituições financeiras e, quando os valores não batem, o Leão coloca o contribuinte na famosa malha fina. Por isso, é importante que os trabalhadores fiquem atentos para cobrar das empresas o documento, caso não tenham recebido ainda.

As empresas podem fornecer esse documento de maneiras diferentes, inclusive de forma digital. É possível que o funcionário receba o comprovante por e-mail e, em alguns casos, este e-mail pode parar na caixa de spam. Por isso, os trabalhadores que ainda não receberam nada precisam verificar todas os meios de recebimento e entrar em contato com a instituição para cobrar o comprovante.

Em último caso de não recebimento por alguma dificuldade criada pela instituição, o contribuinte deverá avisar a Receita Federal do problema e, a consequência do não fornecimento deste documento é uma multa de R$ 41,43, que a empresa deverá pagar por cada comprovante não omitido. Além disso, o contribuinte não está livre de declarar a renda por falta do documento, pois o preenchimento do formulário é obrigatório mesmo que o cidadão não consiga reunir os documentos necessários para a declaração.

É possível também que o trabalhador tenha que fazer as somas dos próprios rendimentos recebidos no período indicado pelo Leão, que no caso é o ano-calendário de 2013. Na hora de fazer esses cálculos, é importante não esquecer das deduções legais, como dependentes e benefícios, da alíquota e do reajuste anual, dados que são disponibilizados no site da Receita Federal. No caso de dúvidas, o melhor é contar com a ajuda de um contador para realizar os cálculos sem erros, incluindo todos os direitos e obrigações legais.

Não caia na Malha Fina

Os erros de cálculos e as inconsistências na comparação dos documentos emitidos e do formulário preenchido pelo usuário podem acabar colocando o contribuinte na famosa Malha Fina. Muitos contribuintes acabam tendo problemas no acerto de contas com o Fisco e, como resultado, o número de pessoas na Malha Fina é expressivo.

Em 2013, foram 711 mil contribuintes que ficaram com suas declarações retidas pelo Leão, devido a alguma incoerência na hora de comparar valores. Além dos erros de cálculos, é muito comum que o contribuinte acabe na Malha Fina por não preencher dados importantes na declaração. A omissão de qualquer dado referente a algo que deveria ter sido declarado já é motivo suficiente para a retenção do documento.

Por isso, os contribuintes devem ficar atentos à todas as exigências legais e os valores mínimos que obrigam o cidadão a declarar os rendimentos tributáveis, isentos, imóveis e aplicações. Há também obrigações para o meio rural e deduções que devem ser consideradas, como o número de dependentes. O cálculo pode parecer complicado devido à todos os detalhes que os trabalhadores devem cuidar na hora de declarar. No entanto, se obedecer todas as exigências da legislação e cuidas as orientações da Receita Federal, é possível fazer a declaração e reunir os documentos necessários sem medo de ter algum problema e cair na Malha Fina.

Documentos necessários

Além de todas as informações pessoais que a declaração exige, alguns documentos também são necessários e, a necessidade desses documentos podem variar de acordo com o que tiver que ser declarado pelo contribuinte. Os comprovantes das instituições financeiras são essenciais para os trabalhadores de carteira assinada, enquanto os aposentados e pensionistas devem obter os informes de rendimentos respectivos de cada caso.

Quem recebe aluguéis provenientes de bens de imóveis também precisa do documento de informe do rendimento em questão. Outras rendas, como valores isentos que incluem doações, pensão alimentícia ou heranças recebidas no ano em questão, fazem parte dos documentos que devem ser reunidos.

Quem passou por transações de compras e vendas de bens também deverá reunir os documentos que comprovem o valor recebido. Além desses casos, é preciso obter qualquer documento referente a transações que se encaixem para a situação do contribuinte, pois esses comprovantes são as formas de verificar a coerência dos dados declarados.

Dicas para declarar o imposto

O prazo para declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) este ano é entre 6 de março e 30 de abril e, durante esses período, o contribuinte que se encaixa nas obrigações da lei deverá preencher a declaração via internet ou dispositivo móvel. Pela internet, é necessário baixar dois programas no site da Receita Federal, o primeiro para preencher a declaração e o segundo, intitulado de Receitanet, que será utilizado para o envio.

Apesar de o prazo ser longo, é importante que o contribuinte cumpra com o dever o mais rápido possível, pois entregar a declaração com antecedência também implicará no recebimento das restituições mais rapidamente. Para receber a restituição, é necessário também informar os dados bancários durante o preenchimento.

Quem possui dúvidas quanto as deduções e o que deve ou não deve ser preenchido nos formulários, pode contar com a ajuda de um contador, para que o processo seja feito com segurança e o contribuinte fique livre do risco de cair na Malha Fina. Na hora de calcular, é importante não esquecer das deduções para cada caso, como os benefícios e números de dependentes. Além disso, a alíquota também varia de acordo com a base do cálculo, por isso o cidadão deverá estar ligado na tabela mais recente de cálculo do imposto de renda.

Quem não é obrigado por lei a declarar deve consultar um contador para saber se há direito a restituições. Há muitos casos de pessoas que não atingiram o mínimo de renda para declarar, mas, por algum motivo, possuem direito a restituição de impostos. Essas pessoas devem declarar mesmo que não haja obrigação legal, pois a não entrega do documento pode acarretar na perda do dinheiro a ser restituído.

Como declarar imposto de renda pela primeira vez

Os contribuintes que nunca declararam a renda, mas estão nas exigências da Receita Federal este ano, devem cuidar o prazo de 6 de março a 30 de abril e ficar atentos as orientações do Fisco antes de preencher a declaração. Os iniciantes não possuem a vantagem de importar os dados de declarações dos anos anteriores e, por isso, o primeiro preenchimento ao documento pode ser mais trabalhoso e exigir maiores cuidados.

Pela internet, é possível declarar através de dois softwares disponíveis no site oficial da Receita Federal. O primeiro é exclusivo para o preenchimento, enquanto o segundo programa, o Receitanet, será utilizado para o envio. Após baixar e instalar os programas, o contribuinte de primeira viagem deverá gerar um novo formulário e iniciar o preenchimento cuidadosamente.

Mesmo que o contribuinte se encaixe em apenas uma exigência, como o valor anual de rendas tributáveis ou isentas, é necessário informar todos os dados que forem pedidos no formulário. Por exemplo, se o contribuinte iniciante arrecadou um valor superior aos R$ 25.661,70 no ano de 2013, mas possui uma propriedade com o valor inferior aos R$ 300 mil exigidos na legislação, esse trabalhador deverá fornecer as informações da propriedade do mesmo jeito, pois a declaração exige que todos os dados sejam revelados, mesmo os inferiores ao valor mínimo.

Além disso, na hora de preencher, o contribuinte inexperiente poderá ter diversas dúvidas e, por isso, é importante contar com a ajuda de alguém que já esteja acostumado com essa tarefa. Uma das dúvidas que podem surgir inicialmente é qual modo de preenchimento escolher, pois o programa oferece duas opções: o preenchimento simplificado ou completo.

O preenchimento simplificado é o melhor para quem tem apenas uma renda tributável e não possui gastos com educação e saúde. É o formulário adequado para quem não possui dependentes e é vantajoso pelo desconto de 20% do imposto sobre a renda tributável do contribuinte. Esse modo é limitado a R$ 14.542,60 reais e não há a necessidade de juntar os comprovantes sobre as informações que forem declaradas.

A segunda opção, correspondente ao preenchimento completo, é vantajosa para quem passar de R$ 14.542,60. Este tipo de preenchimento conta com as despesas dedutíveis, e é a melhor opção para quem tiver dependentes e mais informações para declarar no formulário. No entanto, o contribuinte não precisa ter grandes preocupações quanto a isso, pois o próprio programa indica qual a melhor opção para cada caso.

Dicas para declarar

Quem está declarando pela primeira vez precisa ter muita atenção e seguir algumas dicas para não ter problemas mais tarde. A declaração do imposto de renda consiste em uma forma do governo de controlar se o contribuinte está devendo algo para os cofres públicos ou se pagou mais do que deveria, situações que geram as restituições. Por isso, o contribuinte precisa informar a situação financeira do ano anterior sem omitir nenhum dado. Trabalhadores que trocaram de emprego durante 2013 devem informar os rendimentos dos dois trabalhos, e não apenas da empresa que está atualmente.

Além disso, é recomendado que os contribuintes que irão entregar o documento pela primeira vez se organizem e não deixem para a última hora. Essa dica também serve para os trabalhadores de longa data, mas os novatos precisam tomar ainda mais cuidados. Deixar para a última hora pode causar estresse e fazer com que o contribuinte se atrapalhe com algum dado. Quem se adiantar e entregar a declaração nos primeiros dias também receberá vantagens, pois as restituições virão mais rapidamente para os cidadãos que declarem logo no inicio do prazo.

Documentos necessários

Os documentos necessários para declarar o imposto de renda são basicamente comprovantes e informes de rendimentos. Esses documentos são entregues por instituições financeiras, bancos, corretores, imobiliárias e outras entidades. Com a data limite de 28 de fevereiro, os trabalhadores devem ter recebido esses comprovantes e as notas fiscais necessárias para provar os dados de preenchimento.

Após reunir os documentos para cada caso, o contribuinte deve cuidar para que não haja variações nos valores dos comprovantes e nos dados fornecidos na declaração, pois isso deixará o trabalhador na Malha Fina. Além disso, os documentos básicos como RG, título de eleitor, CPF e dados bancários também precisam estar em mãos na hora de preencher a declaração.

Os dados bancários correspondem a um dos maiores cuidados que os contribuintes de primeira viagem precisam ficar atentos. No caso de restituições, é necessário informar os dados de uma conta bancária em que o contribuinte não pretenda se desfazer em breve. No caso de troca de banco, o cidadão terá dificuldades para receber o imposto pago a mais de volta.

Além disso, é preciso preencher corretamente as informações para pagar algum valor que o trabalhador ainda esteja devendo para o Leão. Para não ter erro, o mais recomendado é verificar todos os dados após o preenchimento da declaração, pois qualquer vírgula fora do lugar pode causar conseqüências incomodas ao cidadão.

Evite riscos

A Malha Fina é o maior risco que os contribuintes correm na hora de entregar a declaração do IR. Esse termo é utilizado para definir aqueles que tiveram algum problema com as suas declarações, como informações erradas ou suspeitas de fraude. Quem cai na Malha Fina acaba tendo problemas com a Receita Federal e um grande atraso no recebimento da restituição, pois a situação precisa ser regulamentada primeiro.

O maior erro que deixa os contribuintes nessa situação é a omissão de dados na hora do preenchimento. Esse problema não ocorre pela vontade do cidadão de esconder algo da Receita Federal, mas, na maioria dos casos, pode ser gerado por falta de atenção ou pelo contribuinte achar que não é necessário revelar todas as informações.

Por esse motivo e outros, mais de 700 mil pessoas tiveram problemas com o Fisco e entraram para a Malha Fina no último ano. Além de atrasar a restituição, essa situação é incomoda e estressante para os contribuintes. Por isso, o melhor é tomar todos os cuidados na hora de preencher para ficar livre de dores de cabeça mais tarde.

Entenda o cálculo do imposto de renda

Cálculo do imposto de rendaCom o período estabelecido pela Receita Federal para declarar o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) se aproximando, muitos trabalhadores começam a ficar com dúvidas em relação ao valor que deve ser pago ao Fisco. Este ano, a declaração deverá ser feita entre 6 de março e 30 de abril e, durante este prazo, é essencial que os contribuintes que se encaixem nas obrigações da lei preencham o documento com todos os detalhes de propriedades, renda e benefícios anuais.

O cálculo que define o valor do imposto é mais simples do que parece, no entanto, cada trabalhador possui uma situação diferente e, por isso, o valor pago como IR varia consideravelmente de pessoa para pessoa. Essa variação é necessária uma vez que nem todos possuem o mesmo salário e, por isso, a Receita Federal trabalha de forma justa, retirando do contribuinte o valor na qual ele tem condições de colaborar com os cofres públicos.

Por isso, quanto maior for a renda do cidadão, maior será a alíquota que define a contribuição no cálculo e, essa porcentagem pode variar de 7,5% a 27,5%, nos casos dos salários mais altos. Este valor em conjunto com as deduções e os direitos que cada trabalhador possui, bem como o número de dependentes, são valores decisivos no resultado final da conta. Por isso, é necessário que cada contribuinte leve em conta as deduções que possui, os direitos e benefícios na hora de calcular.

Por exemplo, se o contribuinte for um senhor de 65 anos que possui um dependente, esse senhor deverá subtrair as dedução nas quais tem direito, como a contribuição previdenciária, pagamento de pensões e outro benefício que o cidadão tenha, principalmente pela faixa etária ultrapassar os 60 anos de idade. Após fazer as devidas subtrações, o valor restante será a renda que servirá como base do cálculo.

Cálculo mensal

Como o cálculo do imposto de renda visa tirar do contribuinte um valor que esteja de acordo com a renda do mesmo, o cálculo mensal do imposto de renda em 2014, para o ano-calendário 2013 sofreu reajustes. Este ano irá funcionar através dos novos valores bases e parcelas de deduções que variam de acordo com a tabela. As alíquotas permanecem as mesmas de outros anos.

Ou seja, os trabalhadores com carteira assinada possuem os descontos de acordo com o valor do salário e, gastos com saúde e educação, bem como os números de dependentes e benefícios, são recursos de direito que modificam a conta. Por isso, o valor bruto é variável de acordo com as condições de cada trabalhador.

Confira a tabela abaixo:

Base do cálculo

Alíquota

Parcela de dedução

De 1.710,79 até 2.563,91

7,5%

R$ 128,31

De 2.563,92 até 3.418,59

15%

R$ 320,60

De 3.418,60 até 4.271,59

22,5 %

R$ 577,00

Acima de 4.271,59

27,5 %

R$ 790,58

Através dos valores que indicam na tabela, é importante ficar atento aos novos cálculos para o ano em exercício. Como cada pessoa possui um caso diferente de acordo com o valor da renda, é importante tirar as dúvidas, se houver, com um contador, para saber o valor exato do imposto de renda para cada caso específico.

O número de dependentes legais também é essencial para calcular o imposto, pois cada dependente representa uma dedução de R$ 179,71 na conta. É considerada dependente legal qualquer pessoa que não precise declarar IR por lei e esteja sob a dependência do contribuinte, como filhos, enteados e esposa, na condição de dona de casa. No caso dos filhos, a idade máxima para ser considerado dependente é 21 anos, e essa idade pode aumentar se o filho estiver cursando a universidade ou curso técnico e, pela condição de estudante, não gere renda própria. Nenhum dos membros da família considerados como dependentes podem ser declarantes de IRPF.

Outro valor importante que entra na conta é os 11% descontados do INSS, que é um valor que também varia de acordo com a renda do contribuinte. A subtração deste valor em conjunto com a subtração do IR pode garantir ao cidadão um controle de sua renda, tirando os descontos mensais de cada imposto.

Para entender na prática como funciona este cálculo de IR por mês, podemos pegar como exemplo um funcionário que possua um salário bruto no valor de R$ 2.500,00. Este mesmo funcionário recebe R$ 275,00 de desconto dos 11% do INSS e, se tiver um dependente, tem a dedução de R$ 179,71 de desconto do dependente. Neste caso, a base do cálculo deste trabalhador seria a quantia de R$ 2.045,29

Os R$ 2.045,29 que representa a base de cálculo do contribuinte deverá ser multiplicada pela alíquota, como mostra na tabela acima e, no caso deste trabalhador, seria de 7,5. Após a multiplicação, o cidadão deverá dividir o valor total por 100 e subtrair do resultado R$ 128,31, que é o valor da dedução estabelecida para a faixa salarial, de acordo com a tabela mostrada acima. Como resultado final, este trabalhador terá a quantia de R$ 25,00 para pagar mensalmente de IR.

Tributos e restituições

Com os reajustes anuais e o cálculo de tributos a pagar como IR, nem todos os cidadãos saem apenas pagando, pois muitos contribuintes acabam tendo direito à restituições. Essas restituições correspondem ao recebimento de volta do valor pago a mais como imposto, e isso ocorre quando o contribuinte não contou as deduções de direito durante o período de tributação.

Ou seja, os reajustes da conta podem gerar uma quantia a ser devolvida ao trabalhador, pois esse valor foi pago a mais para a Receita Federal. Desta forma, muitos contribuintes acabam recebendo uma quantia inesperada e, para ter direito a esse valor, é necessário fazer a declaração do IR e obedecer aos prazos.

Há contribuintes que não são obrigados por lei a declarar o imposto mas, por alguma razão, possuem valores a serem restituídos pelo Leão. Por isso, esses contribuintes também devem ficar atentos para fazer a declaração mesmo que não haja a obrigação pela legislação, pois a não declaração do imposto implicará na perda deste direito.

Prazo para Declaração de Imposto de Renda começa logo após o carnaval

Começa no dia 6 de março o prazo para fazer a Declaração do Imposto de Renda. A declaração deve ser feita pela internet, sendo possível fazer também em dispositivos móveis como smartphones e tablets.

É preciso entrar no site da Receita (www.receita.gov.br) e baixar o programa oficial. Em dispositivos móveis, é possível baixar nas lojas de aplicativos Google Play e App Store. Essa opção tem algumas restrições, investigue para saber se é o seu caso.

O prazo acaba à meia-noite do dia 30 de abril. Quem não entregar passa a ter multa de 1% ao mês, no valor mínimo de 165 reais.

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 A declaração é obrigatória para o cidadão que em 2013:

- Recebeu rendimentos tributáveis (salários, aluguéis, pagamentos, etc.) acima de R$ 25.661,70 na somatória do ano;

- Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte  acima de R$ 40.000,00;

- Obteve ganho ao vender bens ou direitos (imóveis, por exemplo) ou investiu em Bolsas;

- No caso da atividade rural:
a) obteve receita bruta acima de R$ 128.308,50;

b) Queira compensar, no ano-base de 2013 ou depois, prejuízos de anos anteriores ou do ano de 2013;

– Teve em 31 de dezembro de 2013, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor total superior a R$ 300 mil;

- Optou pela isenção do IR do ganho de capital na venda de imóveis residenciais, por ter aplicado o dinheiro na compra de outro imóvel residencial, em até 180 dias a partir venda do imóvel original.

Cancelado o preenchimento automático da declaração de imposto de renda

A Receita havia anunciado um projeto inicial de preencher a declaração do IR de todos os contribuintes que optam pelo sistema simplificado de tributação, a partir de 2014. Mas o órgão público voltou atrás  e declarou que em 2014 somente os contribuintes com certificado digital terão a facilidade, um contingente de 1 milhão de pessoas, mas pouco , considerando que era esperado que 18 milhões de pessoas estariam incluídas.

A Secretaria da Receita Federal abortou os planos desse processo de pré-preenchimento sob a alegação de segurança e negou que o benefício tenha sido prejudicado pelos constantes cortes de gastos implantados pelo governo e Tesouro Nacional no orçamento do Fisco. Especialistas, no entanto, declaram que o corte de gastos tem prejudicado o sistema da Receita Federal, atrasando mudanças e inovações.

Caso o benefício fosse implantado, todos os contribuintes que optam pelo modelo simplificado teriam suas declarações pré-preenchidas pelo próprio Fisco, bastando apenas confirmar ou alterar os dados apresentados, facilitando muito o processo de preenchimento e também a própria fiscalização por parte do leão. O modelo é adotado em muitos países e evita que contribuintes caiam na malha fina por informações equivocadas no preenchimento.

Como não aconteceu, você acompanha aqui dicas sobre como fazer a sua declaração da melhor forma possível, pagando menos impostos e sem sofrimento.

 

Defasagem do cálculo do Imposto de Renda já alcança 61,42%

Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) apontou em estudo que desde 1996 até o ano passado, a defasagem do reajuste da tabela de cálculo do imposto de renda chegou a 61,42%.

Isso significa que a correção da tabela não acompanhou a inflação no período, por isso o déficit. Na prática, implica em mais pessoas entrando para a faixa dos que necessitam fazer a declaração de imposto de renda, ou seja, cada vez menos isentos. Além da injustiça tributária.

O estudo confrontou as correções feitas pelo governo na tabela do IR para pessoas físicas nesses anos (89,69%), com a variação da inflação pelo menos período.

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Somente nos últimos três anos, 1,7 milhões de pessoas entraram para a obrigatoriedade de entregar a Declaração Anual de Imposto de Renda. Em 1996, ficava isento quem ganhava até 9 salários, hoje quem recebe a partir de 2 salários e meio já entra para o Imposto de Renda.

Se não existisse a defasagem, em vez de trabalhadores que receberam até R$ 1.787,77 por mês, estariam isentos os trabalhadores que recebem até R$ 2.885,82.

Centrais sindicais e auditores defendem mudanças no sistema tributário, nas faixas de tributação e o reajuste compatível. As entidades consideram as faixas de tributação estreitas e pouco progressivas, que colocam no mesmo saco alguém que ganha 4.500 e alguém que ganha 50 mil reais.

Em 2014, a tabela será ajustada em 4,5%, mais uma vez abaixo da inflação, calculada pelo IPCA em 5,91%.

Fonte: G1